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A eleição de Nikolas Ferreira para presidente da Comissão de Educação foi um grande retrocesso para a Câmara dos Deputados. Uma das mais importantes comissões, que entre tantos assuntos importantes foca na melhoria do ensino e no enfrentamento das dificuldades enfrentadas por alunos, professores, quadro de apoio, gestores educacionais, pais e toda a comunidade escolar, não pode ser presidida por alguém que quer sucatear a educação.

Além disso, é crucial destacar as sérias acusações e condenações associadas a Nikolas Ferreira que lançam uma sombra sobre sua capacidade de liderar essa comissão tão crucial para o futuro da educação no Brasil. Entre essas acusações, destacam-se o crime e a condenação por transfobia, bem como sua postura de oposição à vacinação, negacionismo científico, desrespeito à igualdade de gênero e sua participação em grupos que perseguem e assediam os profissionais de educação. Tais comportamentos e convicções minam completamente a confiança na capacidade de Nikolas de agir de forma ética e responsável no exercício de suas funções como presidente da Comissão de Educação.

É ainda mais preocupante considerando que Nikolas Ferreira apoiou o Governo Bolsonaro e é filiado do mesmo partido do ex-Presidente, cuja política é o ataque diuturno à educação, promovendo cortes orçamentários, interferências políticas e desvalorização dos profissionais da educação. 

A eleição de Nikolas para presidir uma Comissão tão importante como a de Educação na Câmara dos Deputados representa um agravamento dessa situação e um retrocesso para o futuro da educação no país, por isso nos opomos veementemente. 

Em declaração após a votação que o elegeu, Nikolas expôs sua intenção de trazer à discussão temas como o homeschooling (educação domiciliar) e a violência nas escolas de forma superficial. Embora essas questões sejam pertinentes, é crucial considerar as implicações de suas posições.

Falar de homeschooling é falar do cerceamento da oportunidade ao acesso à educação de crianças e adolescentes. Num país onde a violência contra a criança e adolescente cresce enormemente é imperativo que se discuta a permanência das crianças nas escolas, que desempenham um papel essencial na socialização em seu desenvolvimento integral.

Quanto à questão da violência nas escolas, é inegável que este é um problema sério que merece atenção. No entanto, atribuir exclusivamente à escola a responsabilidade por este fenômeno é uma visão simplista. A violência é um fenômeno complexo, influenciado por uma série de fatores sociais, econômicos e culturais, que exigem abordagens igualmente complexas e multifacetadas para sua resolução. Amplitude que Nikolas não demonstra ter em seus discursos e com certeza impedirá o debate íntegro e completo sobre esse e outros diversos temas fundamentais.

Temos que discutir com seriedade o financiamento para educação, formação de professores, políticas de inclusão, acesso e permanência dos estudantes nas escolas, combate ao analfabetismo, entre tantos outros temas.

Por isso, convidamos todos aqueles que compartilham de nossas preocupações a assinarem este abaixo-assinado, mostrando seu apoio à educação de qualidade, à diversidade de ideias e à busca por soluções abrangentes para os desafios educacionais do Brasil.

Contamos com sua participação!  Apoie este abaixo-assinado contra a eleição de Nikolas Ferreira para a presidência da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados

“A indicação é esdrúxula, cínica, mas muito coerente com o grupo político dele [Nikolas]. Porque fazer guerra cultural, educacional, ideológica é o método utilizado por eles para fazer política”, deputada federal Professora Luciene Cavalcante