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ASSINE CONTRA A DECISÃO DO TARCÍSIO DE RETIRAR O LIVRO DIDÁTICO 

O livro didático é uma das mais importantes conquistas dos últimos anos na educação brasileira, sobretudo com a criação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que garantiu a distribuição de material didático gratuito produzido por profissionais da educação e pesquisadores que buscam qualificar a forma de aprender e de ensinar no ambiente escolar.

O material contribui na organização das aulas, dos conteúdos, na diversidade de atividades e nos conceitos científicos que são trabalhados com os alunos. Não é o único recurso utilizado pelos professores, mas é de significativa importância por ser um material de uso contínuo durante o ano letivo e que o aluno faz uso na escola e na sua casa, complementando o aprendizado e exercendo o direito à educação.

O anúncio do Governo do Estado de São Paulo sobre a extinção do livro didático ataca a sociedade paulista, o acesso com igualdade de condições e o direito à educação. As consequências educacionais serão catastróficas, conforme escreveu Circe Maria Fernandes Bittencourt em seu trabalho “Livros didáticos: concepções e uso (1997)”:

a) a falta de um referencial para o aluno;

b) a limitação do conhecimento do aluno às apostilas ou ao conteúdo do professor;

c) o perigo na transmissão de conceitos que podem conter incorreções.

As perdas das aprendizagens serão imensuráveis aos alunos e ao país que já figura entre os piores do ranking mundial de educação, além de ser um dos que menos investe em educação no mundo. Vale lembrar que o investimento na educação está congelado desde o final de 2016 pelo governo Michel Temer.

A escolha do livro didático é um processo democrático e envolve toda a comunidade escolar que discute o material que melhor se identifica com o território. Esse é um governo perverso, de modo que quer expor crianças e adolescentes a situações vexatórias imprimindo centenas de páginas para aqueles que não têm computador. Quer rir da desigualdade social, quer tirar o mínimo, acabar com a dignidade, não deixar nada de humano na educação. 

O Powerpoint jamais substituirá o livro, e a sociedade sabe do valor de uma educação de qualidade. Todos os países desenvolvidos sabem que para estarem sempre em desenvolvimento precisam investir na educação, mas o governador Tarcísio quer jovens mortos nas mãos da polícia e um país cada vez mais emergente. Querem alunos sem livros para assassiná-los nas ruas, essa é a política educacional desse governo.

A transformação do livro didático impresso para o digital não leva em consideração a realidade do Estado de São Paulo e fica no mundo fantasiado do empresário de tecnologia e secretário de educação Renato Feder. Após dois anos de pandemia, não houve nenhuma iniciativa do governo em apresentar projetos de recuperação das aprendizagens para os alunos, principalmente depois do fiasco do ensino remoto que escancarou as desigualdades no acesso aos meios tecnológicos.

A exposta intenção de prejudicar ainda mais os alunos, atacar a dignidade humana e o direito à educação não pode passar impunemente para esse secretário que, além de não entender de educação e de processos pedagógicos, tem ódio da escola pública.

Por esses motivos, eu apoio o abaixo-assinado a favor da educação e contra o fim dos livros didáticos.